Hoje compartilho aqui o 1º PODCAST oficial do blog. Além de publicar aqui estes arquivos de áudios, as mensagens e orações serão veiculadas na Rádio Musical Gospel a partir da semana que vem nas segundas, quartas e sextas-feiras.
O PODCAST é uma ferramenta importante para compartilhar arquivos nas redes sociais.
Os cristãos costumam chamar de
deserto os momentos de dificuldade em que os passos ficam pesados, há fome e
sede tanto material quanto espiritual. Em momentos assim parece estar mais
fácil dar um jeito, resolver à nossa maneira do que confiar em Deus. O deserto
é o cenário ideal para desistirmos do evangelho, ignorarmos as palavras de
força e resistência ao mal que Jesus nos ensina.
Desertos em nossas vidas são períodos
de dificuldade financeira, decepções afetivas, desentendimento com a família e
até conflitos interiores a respeito da fé são algumas das situações que podem
levar o crente a desviar o olhar da verdade.
Em Lucas 4:1-13 o evangelho
relata a tentação de Jesus Cristo. É por isso que o ensinamento de Jesus é
verdadeiro, porque Ele, o Deus vivo se fez carne e passou por muitas situações
humanas desafiadoras. Para quem ouve falar dos 40 dias de Cristo no deserto sem
atentar para a Palavra pode imaginar que Jesus tenha sito levado ao deserto por
Satanás, afinal tudo o que é sofrimento atribuímos ao diabo e principalmente a
ausência de Deus. Nos sentimos abandonados por Deus porque passamos a viver
inseguros, humilhados por nossos erros, mas no entanto, claramente está escrito
que o Espírito é que levou Jesus ao deserto.
O poetinha Vinícius de Moraes, sabe-se que gostava de um saravá, mas no poema O Operário em Construção abriu espaço ao evangelho citando Lucas 4:5-8 no início. Lá pela 12ª estrofe Vinícius mostra o motivo da referência bíblica e a aplicação na prática da tentação de Satanás quando vivemos nosso deserto, na desigualdade social, na necessidade material. Veja:
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário: Não podes dar-me o que é meu.
Mas por que Deus permitiria seu
filho enfrentar o deserto e pior, que Satanás o tentasse? Está escrito também
que a tribulação gera perseverança e que no mundo teríamos aflições. Uma vez o
pecado no mundo, estamos em constante guerra contra ele. Jesus foi tentado em aspectos muito humanos
que podemos aplicar facilmente ao nosso dia a dia de luta contra aquilo que não
vem da vontade de Deus.
Jesus estava com fome, não comia
há 40 dias. A fome de comida move homens a roubarem e até matarem por alimento,
porque isso desafia os limites do corpo. A fome espiritual move homens ao
vício, a hábitos de iniquidade porque estão vazios. Demônios de toda ordem
cercam, jogam mentiras e confundem os famintos. Mas Deus nos enviou o alimento
e Jesus disse ao diabo que nem só de pão vive o homem mas de toda palavra que
sai da boca de Deus.
Então Jesus também é levado ao
alto para ver tudo o que ele poderia obter caso adorasse Satanás. Todos os dias
nós somos levados ao alto em momentos que nem percebemos nós recebemos a oferta
de benefícios se seguirmos o largo caminho do pecado. Para Jesus foram
oferecidos reinados, glória, poder...para nós a oportunidade fácil, o dinheiro
fácil, o status, o cargo...todos nós humanos e fracos estamos sujeitos a
aceitarmos. Mas Jesus sabia quem era o dono de tudo aquilo. Como Satanás
poderia dar o que ele não tinha? Então Jesus disse que somente a Deus adoraria.
Sabemos quem é o dono de todas as coisas? Sabemos a quem servimos?
E aí vem a cartada final do
diabo. Ele quer que Jesus caia através da própria Palavra de Deus. Satanás
conhece a conhece e a usa também conosco muitas vezes. Ao dizer para Jesus que
se lançasse do alto porque Deus o sustentaria, mas Jesus usa mais uma vez a
Palavra dizendo: Não tentarás o Senhor teu Deus.
Sem sucesso nas tentações, o
diabo afastou-se de Jesus.
O filho de Deus com todo o poder
concedido a Ele vence uma batalha com uma única arma: a Palavra de Deus.
Quantos já foram tocados pela mensagem de Marcos
16:15?
Ide
por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
É com muita alegria que eu venho através desta
proposta de uma aliança entre nós e Deus dizer que tudo é possível ao que crê e
eu sou fruto do que parecia impossível aos olhos humanos. De um contexto de
vícios e absoluta cegueira sobre o Evangelho, eis que tudo se fez novo e o
firme fundamento das coisas que se esperam e a prova daquilo que não se vê é
hoje o ar que respiro: FÉ.
Junto com a fé, queridos e queridas, Deus colocou
no meu coração a certeza de que a obra só poderia ser completa na minha vida se
além da minha transformação, eu pudesse levar até o coração de outras pessoas a
mensagem da salvação e eu não pude resistir e disse: Eis-me aqui Senhor, envia-me.
Sou jornalista formada desde 2007, trabalho com
comunicação desde os 16 anos de idade, mas é chegada a hora de calçar as
sandálias e seguir um novo caminho. E na total dependência do agir de Deus
estou indo em fevereiro de 2015 para Almirante Tamandaré, na base Monte das
Águias da Jocum (Jovens com uma Missão), uma organização internacional e
interdenominacional que treina e discípula pessoas com chamado de missões.
Ficarei por 5 meses estudando disciplinas através do evangelho e também
aprendendo na prática estratégias de evangelismo e trabalhos sociais.
Mas a missão não é feita por quem vai apenas. É
feita por quem vai, por quem ora e por quem contribui financeiramente com
ofertas.
A aliança que quero propor é a seguinte: eu estou
indo e convido você a ir comigo orando/intercedendo regularmente por mim e pelo
meu filho João Felipe e por missões e ofertando se assim Deus tocar no seu
coração.
Quero aqui expor os custos do tempo que Deus
separou para mim, eles servem para você contribuir com o valor que quiser e
puder segundo o que for tocado no seu coração e para você orar comigo sobre
eles.
(Período: Fevereiro – Junho 2015)
Mensalidades da Jocum (meu curso e estadias: hospedagem e 3 refeições diárias já foram
supridas através da vida de um irmão que será mantenedor): R$ 800
Hospedagem e 3 refeições diárias do João Felipe:
R$ 400
Despesas pessoais mensais para mim e para meu
filho (alguma refeição extra, produtos de limpeza e material de higiene e
deslocamentos): média de R$ 1.000
Escola
do João Felipe (estou orando por esse recurso para que ele possa estudar na
escola particular que é cristã, mas está nas mãos de Deus!)
Mensalidade: R$ 227,00 / Van: R$ 110 / Livros:
R$ 524 (que pode ser dividido em 6 vezes no cartão de crédito)
Estive sábado no show do Lenine, na Virada Cultural em Francisco
Beltrão. Parecia surreal ver um show desses, de graça, na minha cidade e ainda
chegar pertinho de um artista que é admirável pela fidelidade à qualidade
poética das letras e uma série perfeita de inovação dos sons, barulhos e
acordes.
Deus é o dono de todas as coisas e a arte agrada a Ele porque faz com
que a beleza criada pela criatura possa ser contemplada pelo Criador: sacou? É
tudinho Dele.
É fato que me senti pisando num estranho território porque não mais
havia participado de algo que é classificado pela divisão do “secular e
sagrado”, um confronto novo para mim desde que me converti ao evangelho de
Cristo.
Se falarmos em termos de mercado fonográfico onde há incontáveis
artistas a disposição, assim como no “secular” há porcarias em termos de
qualidade de conteúdo, e até musicalmente (falando do que não entendo) há
também o que se pode chamar de “série B” no “sagrado”. Mas não se falarmos em
adoração a Deus, porque há muito no “secular” que poder ser adoração, e quase
tudo no “sagrado” é lindo igualmente aos olhos Dele.
Mas também quero que fique claro que essa divisão “secular” x “sagrado”
não me agrada porque todas as coisas são Dele, para Ele e por Ele.
Mas então...estando confortavelmente instalada no território habitado
por tudo que vem do evangelho, me desafieia manter meu foco absoluto em Deus mesmo estando fora do ambiente onde
naturalmente Ele é o foco.
Lenine é “pérrrnambucano” (o pé é do nordeste e o rrrr do lado carioca)
e tem uma carreira sólida na Série A da MPB. Desconheço suas raízes espirituais
mas reparei que em muitasdas letras ele se refere a palavras que remetem a um
enorme questionamento de si mesmo e do mundo, de onde veio tudo e para aonde
tudo irá. Uma perceptível busca e até menções que me deram a clara impressão da
tentativa de aproximação do Criador.
Veja o primeiro trecho da música “A Ponte”. Lenine é um poeta, ele
brinca com as palavras e insere na música uma série de significados além do que
se fala em alguns momentos de forma objetiva. Mas quem tem ouvidos para ouvir,
que ouça!
Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Meu ponto de
vista: Lavar a roupa pode ser o purificar-se. Como fazer isso? Vai na fonte: e
a fonte da água viva e limpa é Jesus.
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Meu ponto de
vista: Raiar o dia é estar na luz, sair da escuridão. Como fazer isso? O
horizonte é onde se encerra a terra e inicia o céu no que alcança nossos olhos,
dali vem Ele, Jesus, para nos dar o dia.
Este lugar é uma maravilha Mas como é que faz pra sair da ilha? Pela ponte, pela ponte
Meu ponto de
vista: Esse lugar, o “mundo” é uma maravilha porque oferece sim uma quantidade
de coisas que seduzem e nos iludem com satisfação, mas quando se conhece a
verdade do evangelho (boas novas) de Jesus queremos sair da ilha, queremos ir
mais além e como fazer isso? Pela ponte que é Jesus é para chegarmos ao Pai (Disse
Jesus no evangelho de João: Eu sou o caminho, a verdade e a vida / Ninguém vai
ao Pai senão através de mim).
A ponte não é de concreto, não é de ferro Não é de cimento
Meu ponto de
vista: Aqui podemos nos remeter ao abandono do pensamento material porque
embora no final Lenine pareça falar de fato de uma ponte que existe e até fazer
uma crítica social e política, Nesse trecho ele deixa claro que assim como a
igreja não é igreja por ser um prédio somente, mas a igreja é a nossa atitude e
mais:
A ponte é até onde vai o meu pensamento: Não há limites para o relacionamento com
Jesus
A ponte não é para ir nem pra voltar: Jesus não serve para os que pensam na vida
aqui, nas bênçãos e conquistas do agora.
A ponte é somente pra atravessar: Vistas a um outro lado, outro lugar para
onde vamos atravessar ou quando buscados por Deus ou na volta de Jesus. Repare
no “somente para atravessar”: Só há sentido em ser cristão se não queremos
ficar indo e voltando de onde estamos.
Caminhar sobre as águas desse momento: E aí o que me chamou atenção porque Lenine
usa enfaticamente um fato bíblico e um fato fortíssimo que comprova o poder de
Jesus e como ele tentou fazer Pedro provar da fé que tinha. Caminhar sobre as
águas é ter fé. Sobre as águas desse momento então é exatamente enfrentar o mar
revolto: sair de uma situação difícil.
Pode ser que
alguém procure o que ele quis dizer com essa letra e que a intenção dele não
tenha nada a ver com isso. Mas o fato é que quem segue Jesus deve adorá-lo em
tudo, especialmente quando se trata de arte. E eu senti claramente a presença do Espírito Santo nessa letra e precisamos ir mais além. A adoração não pode se limitar ao óbvio e somente ao conforto das músicas em que as palavras Deus e Jesus aparecem.
“Convence as paredes do quarto e
dorme tranquilo, sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo...”
Já tem algumas semanas que essa frase da música de
Raul Seixas martela na minha mente.
Tenho dormido tranquila e sem me convencer desde que
percebi o grande abismo que havia entrado. O abismo do si mesmo. O si mesmo é
tudo aquilo que produz em nós um falso prazer, e tudo o que é falso tem prazo
de validade, e o que tem prazo de validade, obviamente tem fim.
Assim era minha falsa vida. O prazer diário terminava
quando o dia amanhecia e nada mais fazia efeito e nem sentido. Uma suposta alegria
instigada pelo prazer de horas e horas de conversas intensas e filosofias
baratas em rodas de boteco, se dissipava no “essa é a última”.
Chegou a hora de convencer minha alma que tá tudo
bem, e dormir com um buraco enorme dentro do peito carregado de mentira.
Quando Jesus de Nazaré falou que ao conhecermos a
verdade ela nos libertaria, ele falava de ser livre do si mesmo. A verdade é o
oposto do falso, sendo assim, nela não tem prazo, portanto é eterna.
Mas, o que é a verdade?
O mesmo Jesus disse que ele era o caminho, a verdade
e a vida. Quando acreditamos nele encontramos a estrada que devemos caminhar, e
ao caminhar vamos descobrindo que aquilo que “jurávamos“ ser verdade não era,
porque a verdadeira verdade aparece de verdade. (redundante, né?) É aí que a
liberdade vai sendo apresentada para aquilo que chamávamos de vida. Respiramos
e revivemos!
As nossas imperfeições, culpas, amarguras, rejeições
que sujam a alma, tudo isso vai sendo iluminado pela verdade que o espírito
santo nos mostra, tipo insights. E de
sobremaneira mágica ele faz tudo novo, de novo.
*Carla Maria é missionária da 7ª Igreja do Evangelho Quadrangular - Francisco Beltrão
e está em Barra do Corda, no Maranhão onde participa do projeto Gravações
Brasil, gravando em áudio, na língua dos Guajajaras o Novo Testamento