sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conversão: ser metamorfose ambulante

CONVERSÃO: mudança de direção, mudança de caminho – transformação – quando uma coisa passa a ser outra:
EU PREFIRO SER ESSA METAMORFOSE AMBULANTE DO QUE TER AQUELA VELHA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO – O QUE NÓS JOVENS QUEREMOS EXPRESSAR COM ISSO?
v LIBERDADE?
v REBELDIA?
v OUSADIA?
Muitas vezes nós somos enganados lá fora – fora da Palavra, fora do compromisso – e levados a mudar nossas opiniões para sermos saciados com a publicidade, com o consumo desenfreado. Quando você pensa na moda que veste você lembre que ela não é feita para você, mas você é que moldado e induzido. Dizem que você tem liberdade para cercar você...
No caminho com Jesus você tem liberdade: O Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor há liberdade – 2Coríntios 3: 17
No caminho com Jesus você entende que rebeldia não rende fruto algum e que a obediência é nobre, tanto quando servir. Porque o primeiro a rebelar-se foi Satanás: por isso um eterno perdedor. E sobre rebeldia, vem um ponto de vista bem interessante: Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não o faz, comete pecado. Tiago 4:17
No caminho com Jesus você é incentivado a ousar, a ser “metido”, a tomar a frente. Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. 2 Timóteo 1:7
Mas eu quero dizer que eu concordo com o fato de sermos essa metamorfose ambulante porque precisamos aprender a nos transformar e a conversão, o fato de você se converter é o fruto de uma liberdade grandiosa e de uma ousadia invejável. Quando você abre sua mente pro evangelho você verdadeiramente deixa de ser careta. Seja livre! Ouse! E entenda de uma vez por todas que a melhor atitude que você pode ter é aprender a obedecer, ouvir, compreender.
Agora, você que não é convertido, ou que é meia boca ou que é e quer ser uma mãozinha que conduz irmãos e irmãs para Jesus.... converter-se a que???
A um Deus Pai criador dos Céus, da Terra e de tudo o que existe, a um Deus que perdoou os pecados da humanidade e se reduziu a condição de ser humano ao enviar Jesus como seu Filho único que resgatou na cruz o amor e o relacionamento conosco, a um Deus que está aqui, ali, em todo lugar no Espírito Santo que move as coisas, que nos toca, que nos cerca de misericórdia, compaixão, perdão. Um Espírito Santo que nos arrepia, que nos dá visões. Quantos aqui estão cheios do espírito santo e nem se dão conta??? Assim como Pedro viu o Espírito Santo tocar naqueles que não acreditavam os convertendo. 

Atos 10:44-48:
E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.
Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?
E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.

FÉ: Agora, acreditar em tudo isso só pode ser pela FÉ. A fé é uma questão muito pessoal. Em Hebreus 11 a palavra diz que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. No mundo nós confundimos nossa fé, buscamos sempre aquilo que nos é somente agradável, aquilo que aprova o nosso pecado e pensamos que o sobrenatural é coincidência. Com Deus não tem coincidência, não tem sorte de amuletos. O que existe São os propósitos de Deus, o que ele sabia e sabe desde sempre, o que acontece na sua vida está escrito por Deus antes que você nascer.
Quando o espírito santo começou a falar comigo sobre o que está acontecendo hoje aqui, primeiro era para gravar um vídeo...até gravei, mas não foi bem aquilo que era pra ser...e no domingo, dia 24 veio a mensagem clara de fazer esse culto. No primeiro momento eu questionei a minha capacidade de fazer isso. Sou nova convertida, ainda crua na Palavra, mas aqui dentro pulsa um chamado de missão, de evangelização, de amor. ÊXODO 3: Quando Moisés que foi criado na corte do Egito, mas educado na fé por seus pais aos 40 anos se indignou com um feitor egípcio que estava batendo em um escravo hebreu; e ele matou o egípcio e o enterrou na areia então teve medo de ser perseguido e fugiu para o deserto de Midiã e lá casou com uma filha de Jetro, donos de rebanhos..e Moisés cuidava desses rebanhos...Um dia ele viu um espinheiro em chamas e foi chegando mais perto para ver o que era...porque o fogo era alto mas planta não se consumia e foi quando o anjo do Senhor falou com ele: chamou: Moisés! Moisés! E Moisés respondeu...e naquele momento ele foi o escolhido de Deus para ir falar com o Faraó – o rei do Egito e falasse que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó ordenava que os filhos de Israel fossem libertos da escravidão.
MOISÉS DIZ: MAS QUEM SOU EU PARA IR FALAR COM O FARAÓ? DEUS RESPONDE QUE ESTARÁ COM ELE EM TODOS OS MOMENTOS...QUE ELE VÁ EM SEU NOME E MOISÉS INSITE: MAS QUEM EU DIREI QUE ME ENVIOU? DEUS DIZ: DIGA QUE O EU SOU TE ENVIOU. E AÍ MOISÉS DIZ: MAS NÃO ACREDITARÃO EM MIM. DEUS TRANSFORMOU VARA NA MÃO DE MOISÉS EM SERPENTE NO CHÃO E GARANTIU QUE COMPROVARIA TER ENVIADO MOISÉS, MAS QUE ENDURECERIA O CORAÇÃO DO FARAÓ PARA QUE ELE NÃO LIBERTASSE O ESCRAVOS E ENTÃO DEUS MOSTRASSE AS MARAVILHAS DELE NAQUELE LUGAR. AINDA ASSIM MOISÉS DISSE: MAS EU NÃO FALO BEM SENHOR...POR ISSO ARÃO, O LEVITA FOI ENVIADO COM ELE...MOISÉS FOI UM SOLDADO DE DEUS E LIBERTOU O POVO DA ESCRAVIDÃO E COMPROVOU DE TUDO QUANTO FOI FORMA A GLÓRIA DE DEUS. QUANTOS DE NÓS ARRUMAMOS DESCULPAS PARA EVITAR NOSSO CHAMADO?
Nos primeiros dias da minha conversão Deus não deixou dúvida, falando comigo através da Palavra em Ageu e Zacarias ao apresentar-me Zorobabel, um líder de Israel que trouxe de volta o povo libertado da Babilônia e que foi o escolhido por Deus para reconstruir o templo e colocar a pedra angular que na bíblia é Cristo. Portanto eu venho convidar você pra ser Zorobabel como quero eu ser na condução de Deus: reconstruir o templo que é cada um de nós.

FALEI AQUI DE MOISÉS E ZOROBABEL: DOIS PERSONAGENS LIGADOS A LIBERTAÇÃO DO POVO. E EU, HOJE ATRAVÉS DO MEU TESTEMUNHO, DA MINHA CONVERSÃO E DA MINHA BUSCA POR VIVER O EVANGELHO QUERIA UNICAMENTE DIZER: LEVANTA E ANDA! ABANDONE A SUA PRISÃO, A SUA ESCRAVIDÃO E TENHA A CERTEZA DE QUE NÃO ESTÁ SOZINHO. PARE DE TENTAR RESOLVER SEUS PROBLEMAS COM O EMBRUTECIMENTO HUMANO: DOBRE O SEU JOELHO, PEÇA A DEUS QUE O ENSINE A ORAR SE NÃO SABE AINDA E ACEITE SEM MEDO DO QUE OS OUTROS VÃO PENSAR, QUE JESUS É O CMAINHO, A VERDADE E A VIDA E SÓ POR MEIO DELE É POSSÍVEL CHEGAR AO PAI.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Reconstrua seu templo, Deus autoriza você

De maneira que não discernia o povo as vozes de júbilo de alegria das vozes do choro do povo; porque o povo jubilava com tão altas vozes, que o som se ouvia de muito longe. Esdras 3:13

Imagine que você vive em uma casa. Uma casa em uma cidade. Acontece um conflito e a sua cidade e a sua casa e todas as outras casas são destruídas e você e sua família, amigos, conhecidos são levados presos para um outro lugar e lá são escravizados. Mas passado o tempo conseguem ser libertados e voltam para sua cidade. Mas lá nada mais do que você deixou existe mais. Outras pessoas passaram a morar lá, mas você sabe que precisa reconstruir, afinal você cresceu lá, você tinha sua vida naquele lugar. Ao tentar reerguer as obras aquele que passaram a morar ali não aceitavam que tudo fosse refeito. Tentam impedir lutando, tentando impedir propondo falsamente se aliar com você e com quem está com você e tentam até através de lei embargar as obras. E os idosos desse lugar que chegaram a viver naquele primeiro local antes da destruição também parecem não aceitar muito bem uma nova casa.
Com tanta dificuldade, mesmo sentindo que é o que você deve fazer, você continua até  o fim ou desiste?
O livro de Esdras, no Antigo Testamento contém para mim um significado enorme do que eu tenho ouvido do Espírito Santo desde que me converti. Nele está a reconstrução do templo depois da libertação do povo do exílio na Babilônia. Nabucodonossor, que era rei destruiu Jerusalém e o templo, tirando dele inclusive todo ouro e prata e utensílios de muito valor. Com a queda dele e o reinado de Ciro veio a ordem para a reconstrução do templo. Essa obra custou muito aos que a edificaram porque muitos do que passaram a viver em Jerusalém não aceitavam.
Ao serem colocados os alicerces para a construção os sacerdotes e levitas (os músicos) comemoraram, cantavam, gritavam...mas havia os sacerdotes e os mais velhos que tinham visto o primeiro templo ainda em pé que choravam e lamentavam a reconstrução.

Vejo muito que a reconstrução do templo, que a restauração dos muros da cidade tem a ver com o nosso dia a dia. Nos afastamos muitas vezes do nosso lugar (Deus) e nos tornamos escravos (do mundo) e quando decidimos voltar parece difícil refazer tudo. Essas pessoas que tentaram impedir as obras, os mais antigos que não queriam ver um novo templo são as consequências de termos nos afastado do nosso lugar, como a humanidade se afasta de Deus e se enche de culpa, vive remoendo o passado. Zorobabel e Josué poderiam ter deixado os “do contra” os fazer parar e desistir, mas enfrentaram e reconstruíram o templo e foram assim exaltados por Deus. Na nossa vida precisamos reconstruir o nosso templo, que é o nosso espírito onde habita o amor de Deus e para isso precisamos iniciar um novo tempo, e não dar ouvidos para aquilo que nos manda parar ou aquilo que não nos quer novos, que quer manter o que é velho.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Armandinho, o problema com álcool e a doença da sociedade virtual


Muitas coisas passam na frente da gente ao subir e descer a barrinha de rolagem na linha do tempo do Facebook, que confesso: faz tempo, têm mais me enchido o saco do que me alimentado de informação e me faz pensar numa vida exclusivamente fora dele. Parece que as redes sociais fizeram o papel de um abrir dos portões de onde os animais de instinto mais primitivo estavam se debatendo, presos, imóveis e de repente saíram feito loucos. Esses animais de instinto selvagem e predador somos nós tão pacificados pela hipocrisia da sociedade, pela religiosidade que veio desde a infância. Fomos domesticados pelos bons costumes que sempre nos garantiram não sermos excluídos, rejeitados. Vivemos – os da minha geração e de outras passadas (as novas gerações, como do meu filho já estão vindo diferentes) – mas crescemos engaiolando nossos sentimentos e pensamentos. Nunca aprendemos a sinceridade. Não é culpa de ninguém especificamente: nem sua pai, nem sua mãe, nem sua vô, nem sua vó. Acontece que a vida real em sociedade nos exigiu sempre mentir sobre o presente que ganhamos e não gostamos, jamais aprendemos como expressar a nossa opinião verdadeira. E agora que estamos sozinhos em frente as telas de computadores e aparelhos móveis sem ninguém nos olhando nos olhos nos sentimos livres para vomitar toda nossa fúria escondida. Não sabemos nem falar o que pensamos verdadeiramente e nem sabemos receber a verdade dos outros. Viver em sociedade estando isolados permite que sejamos aquele ser repugnante que escondemos ser.
Eu senti de escrever sobre isso porque hoje me deparei com um depoimento do Armandinho, cantor de um reggaezinho maneiro feito no Rio Grande do Sul que ganhou praias do Brasil inteiro e despertou sentimentos em quem acordou querendo ver o mar mas mora bem no meio de uma selva de pedra. Ele disse que voltou a beber e que reconhece que o álcool o deixa agressivo e faz muito mal a ele. Num dos sites que repercutiu a publicação dele nas redes sociais vi comentários que me deixaram apavorada. Mas um deles, identificado como “anônimo” resume um pouco do que eu senti ao ler os comentários:

“Pobre, triste, curta e embrutecida”, era mais ou menos assim que o Thomas Hobbes via a humanidade. Pelos comentários acima, vejo que ele tinha razão…

Muitos comentaram sobre possível vício dele ir além do álcool, outros sobre a “babaquice” ou sobre ele ser um “bebê chorão” e outros ainda desclassificando a música como um trabalho, porque ele disse, desabafando, que a vida de artista é dura para ele.

Eu já tive problemas sérios com álcool e drogas. Nunca fiz um apelo por ajuda sequer para Deus porque eu nem conseguia ver que estava com problema. Não sou nada perto de ser artista, mas sou um ser humano como o Armandinho, como o Chorão do Charlie Brown Junior que morreu por overdose de cocaína depois de encantar a juventude com músicas de amor e de elevação da autoestima do moleque pobre, skatista, de subúrbio mesmo, como o parceiro dele de banda e grande amigo, o Champignon que se matou ou como o Robin Willians – eterno Patch Adans que após anos enfrentando vício em cocaína e depressão resolveu apertar o cinto, só que no pescoço dele. A vida é dura. A vida é muito dura sem Deus. E eles não pediram ajuda a tempo. Ore pelo Armandinho!

Estar aí no mundo que não é nosso, convencidos e sendo induzidos a amar as coisas dele –o mundo – não é fácil. Dói ser gente sem o amor de Cristo. Dói não enxergar o sangue que pingou da cruz. Quando Jesus veio foi porque Deus queria se aproximar novamente da humanidade após um período de violência e atrocidades. Mas a religiosidade ajudou a manter afastado de Deus muito pecador por aí que já poderia ter se arrependido, renunciado o prazer do mundo mas ficou excluído da graça por que humanos se acham mais humanos. Vejo gente com sede de Deus. Vejo gente tentando matar essa sede num gole só de álcool e drogas, de uma noite de intensidades e um dia seguinte de uma depressão tão profunda como eu vivia, muitas vezes dia após dia e que faz de conta e até acredita que está tudo bem. Pessoas que não conseguem mais sorrir ou suportar as coisas se não for pela expectativa de que a noite vai chegar e abrem-se as portas de um submundo, um mundo particular sem chatices, sem alguém apontando você porque aí, naquelas horas são todos iguais, estão todos na mesma, estão em casa. Só que aquelas horas acabam e até que recomecem tem um dia inteiro de inferno. Conviver com a embriaguez de tudo é conviver também com a abstinência, com o fim do prazer, coma fissura que faz as pessoas depois, sóbrias, se envergonharem do que são capazes de fazer a si mesmas.

Julgar dependentes de álcool e drogas –seja qual for, inclusive cigarro – é não saber nada da vida. Especialmente cristãos e cristãs devem ter mãos e corações estendidos a estas pessoas – eu já fui uma delas.

Você que julga, você não sabe nada! Precisamos espalhar a mensagem do evangelho, do amor, do temor (sim, precisamos temer Deus mesmo que Ele nos perdoe e nos ame em sua infinita misericórdia), precisamos falar que a salvação é real e é a maiooooor viagem, é a melhor embriaguez!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

É preciso diminuir para que Ele cresça, é preciso amadurecer na relação

Um dia, insegura sobre ter um chamado ou não, com poucos dias de conversão eu questionei Deus sobre ele querer usar minha vida ou não. Queria, na minha infinita infantilidade que Deus falasse comigo, que me dissesse um sim ou um não sobre minha utilidade. A verdade é que mal me curei, mal esperei ser tratada e já queria participar das obras e quando Deus puxou o freio para me dizer que eu precisava deixar ele cuidar de mim eu achei ruim. Pensei que poderia eu não servir para nada no reino Dele. Aí pedi, e até já contei sobre isso aqui no blog...Ele me respondeu. Me deu duas leituras sobre a reconstrução do templo dada como missão a Zorobabel (Ageu 2:21 – 23 / Zacarias 4: 1- 14). Entendi que cabe a mim, com as habilidades que tenho ajudar a reconstruir o templo que cada um de nós é. Quanto estamos sendo de templo para Deus? Quanto estamos servindo como morada, como abrigo para a mensagem do evangelho? Estamos em condições de ser habitados pelo Espírito Santo ou nossas portas se fecharam, ou destruímos tudo? Será que nos rendemos às dificuldades, aos embargos que são feitos para a obra do nosso Pai?
O tempo vai passando e as vezes o primeiro amor vai esfriando, vai virando segundo, terceiro...a gente ganha uma autoconfiança humana muito grande e acaba esquecendo do quanto sobrenatural é nossa intimidade com Deus e o quanto precisamos estar atentos para as experiências que o Espírito Santo quer nos proporcionar. A gente se envolve demais com o que esperamos das pessoas, com aquilo que tentamos forçar ser, com o que queremos, com o que pensávamos que ia ser. Lendo Êxodo 3 eu me dei conta que todos nós passamos por uma fase meio Moisés. Quando Deus fala com Moisés dizendo que o enviaria ao rei do Egito para pedir que o povo de Israel fosse libertado da vida de escravidão e Moisés pergunta: “Quem sou eu para falar com o Faraó? O que direi quando me perguntarem quem me enviou? Eles não acreditarão que é o Senhor! Eu não sei falar bem, não tenho eloquência...”. Por que insistimos em desacreditar das promessas de Deus é que vivemos uma fé frustrada, porque colocamos nossas limitações como muros impedindo que Deus se aproxime mais, que tenha conosco aquilo que ele mais quer...um relacionamento.
Precisamos deixar de ser crianças na fé, precisamos todos os dias nos esforçar para amadurecer. Uma pregação bastante interessante e inquietante da pastora Priscila Seixas traz a seguinte, de Hebreus 5:12-14
De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido!
Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça.
Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.
Como diz ela lembrando que toda criança tem uma “barda”, um “dengo”: é a chupeta ou o paninho que a mãe dá para acalmar a criança que chora. Precisamos largar os paninhos e chupetas...resolver nossos problemas, crer que a vontade de Deus deve operar sobre tudo e que nós apenas somos usados e como ele quiser. Não podemos escolher um ministério, um dom...Se quiser Deus muda nossas habilidades e nos capacita como bem entender como capacitou Moisés.

Eu não quero mais o leite. Quero ter a confiança do Pai. Busco em oração a sabedoria que vem Dele.


Ação em prol do Projeto Bethesda - Missão Haiti - Francisco Beltrão

No mês de junho participei do lançamento do Projeto Bethesda – Missão Haiti – Francisco Beltrão. Esta iniciativa de empresários e igrejas evangélicas da cidade tem como objetivo maior arrecadar fundos para construção de uma Casa Lar (um abrigo) no Haiti. Ações como uma palestra sobre Motivação e Trabalho em Equipe com Ione Cortese no próximo dia 03/09 e um grande evento musical no dia 8 de novembro, com Chris Durán, Filhos do Homem e valores regionais são de grande importância para o sucesso do projeto.
No Haiti seres humanos vivem situação desoladora onde a fome e a destruição são permanentes fatores. Através de trabalhos, de missões e de muito empenho e amor é possível amenizar o sofrimento e levar o alento de que em Jesus temos o caminho, a verdade e a vida.

A palestra com Ione Cortese tem ingresso as R$ 15 e meia a R$ 7,50 para estudantes, pessoas acima de 60 anos e portadores de necessidades especiais. O recurso será revertido para o Projeto Bethesda.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O testemunho do João Felipe: "Isso só aconteceu porque Deus está na nossa vida"

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Eclesiastes 3:1

O nosso tempo não é o mesmo tempo de Deus. O impossível para nós é possível para Ele. Precisamos entender e aceitar que vivemos a mercê da vontade de um Pai que sabe exatamente cada passo que demos, estamos dando e daremos. Soberano, do alto Ele olha para nós com sabedoria, com afeto, mas aceita que erramos e nos perdoa por isso. Neste final de semana alcancei algo que já havia depositado no baú do que não havia de ser propósito de Deus. As vezes até me revoltava mas no fundo já estava preparada para aceitar o NÃO.

Veja bem: o primeiro sinal da minha conversão para o caminho de Deus foi na páscoa: ressurreição, vida nova. E agora o pai do meu filho, que ainda não o conhece pessoalmente foi tocado e no sábado, pela primeira vez o João, aos 8 anos ouviu a voz de seu pai.

Minutos antes da ligação desliguei a TV na minha casa e de joelhos oramos. O João ainda não sabia que receberia a ligação, mas eu sim porque eu e o pai dele estávamos em contato – por iniciativa do pai. Agradeci muito, mas pedi que momento fosse de total perdão, misericórdia e amor entre os dois. Que todas as palavras fossem ditas para união e restauração de todos esses anos. Talvez muitos possam fazer pouca coisa da atitude ausente do pai dele por 8 anos.


Mas quem somos nós para julgar um coração? Hoje eu sei que Deus estava preparando e continua trabalhando num momento maravilhoso de encontro e libertação de todos os erros cometidos. Ontem a noite, num culto em que o destaque era a homenagem ao Dia dos Pais, o João Felipe pegou o microfone e deu seu testemunho do amor de Deus para a igreja. Fico orgulhosa porque tão novinho ele já sabe que anunciar o amor de Jesus por nós é o mínimo que podemos fazer diante de tanta bondade. "Isso só aconteceu porque Deus está na nossa vida" - disse o João.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

?

Penso que a última coisa que Jesus gostaria que fôssemos seria hipócritas, medíocres. Por isso assumo que muito tenho refletido. Desde que passei a caminhar com Jesus Cristo, isso é pouco menos de 3 meses, foi como passar da adolescência boba para a maturidade verdadeira. É incrível como a identidade da gente não muda, mas a forma como pensamos através dela se modifica violentamente.

Por tanto tempo que estive vazia de Deus, porém sempre cheia de ideias e sentimentos - quase sempre do bem, mas muitas vezes distorcidos - eu aprendi que era bonito e digno ter o controle sobre minha vida. Apesar de ter me atrapalhado bastante nas mentiras do diabo e ter sido inconsequente muitas vezes movida pela ilusão da droga e do álcool, desde muito nova lembro de buscar a excelência nas minhas iniciativas, fossem elas profissionais ou pessoais. Se fracassava reconhecia meus erros, mas com muita culpa e sem compreensão dos porquês. Quando tinha sucesso me sentia grande, quase nem acreditava como eu podia ser tão boa e quase perfeita.

Profissionalmente vivi uma fase de certo deslumbre. Fui jornalista de rádio, e na rotina da exposição eu passei por um momento de muitos elogios e assédios, aquilo que poderia ser chamado de "fama" talvez se eu tivesse mais grana e fosse mais enquadrada nos padrões de beleza atribuído como qualidade às mulheres - mesmo às competentes. Portanto me convenci bastante de que eu era boa no que fazia, de que eu era muito legal, muito querida, muito simpática. Me enchi tanto desses "muitos" e quando me via vazia não conseguia entender...se eu era tanto esses "muito" alguma coisa, como podia ter infelicidade, viver triste e revoltada com as coisas? Então fui achando formas de preencher. Noites inteiras de muita festa, muita gente ao redor. Então eu continuava sendo "muito". Daí era muito louca, bebia muito, saía muito, gastava muito, usava muito algumas coisas, conversava muito. Eu só queria qualquer coisa se fosse "muito". Também quis muito me destruir muitas vezes. Muito "muito", né?

Mas a tempo de me salvar e de estar bem viva para contar isso fui resgatada pelo amor de Jesus. Um amor que eu não conhecia mesmo pensando que sim, e que eu não gostava de falar sobre ele, achava brega, não acreditava que Deus. Mas como viver agora radicalmente pela fé? Como crer no impossível, confiar no que não se vê? Como assumir que não tenho o controle de tudo e que há um Deus para eu adorar, para eu dedicar meu amor maior, para eu ser fiel? Como aceitar que mesmo que eu vacile e cometa os piores erros esse Deus me perdoa e me quer se eu me arrepender e reconhecer, se eu renunciar? Isso é constrangedor.

Mas e como saber se isso tudo é real, se nada foi fruto de um estado emocional ou do que minha mente produziu, e se qualquer experiência sobrenatural foi ilusão e se tudo tudo tudo no que eu acredito for mentira?

Porque eu devo acreditar que sou especial para esse Deus único? Que atributos eu tenho diante da imensa glória Dele? Por que eu seria uma escolhida, porque eu teria um chamado?

Quem sou eu para Deus?