Estou compartilhando aqui minha meditação em
João 6: 1- 14 que comecei ontem, mas que hoje Deus me trouxe um pouco mais da sua infinita sabedoria! Espero que ao escrever aqui algumas das coisas que Deus tem compartilhado eu possa de maneira simples contribuir para que você que lê se apaixone por Jesus e por tudo o que Ele tem a ensinar.
Lição Principal: Depois do milagre da multiplicação dos
cinco pães e dois peixinhos para as cinco mil pessoas, quando a multidão terminou
de comer, Jesus ordenou que a sobra fosse recolhida para que nada fosse
desperdiçado. E a preocupação de Jesus é muito sensata porque quando fico
saciada de algo que antes eu não tinha, perco um pouco a noção do valor
daquilo, porque afinal, agora estou farta, estou cheia. Neste caso a passagem fala
de barriga cheia, mas ao refletir eu pensei no espírito santo em mim. Vivi
muito tempo vazia dele e agora, na maioria do tempo eu me sinto realmente
saciada e agora eu penso naquilo que sobra, porque a Palavra diz que o espírito
santo é dado para cada pessoa, sem medida. O que eu tenho feito do que sobra?
Agora eu sei: preciso juntar tudo, para não desperdiçar um pedaço sequer.
Nessa situação relatada nos quatro evangelhos (Mateus,
Marcos, Lucas e João) encontrei uma lição preciosa que Paulo entendeu bem e
escreveu aos Hebreus: sem fé é impossível agrade a Deus. Mas o que veio para
mim foi o termo: atitude de fé. No evangelho de João que usei como base dessa
meditação Jesus é quem se dá conta da grande multidão que o seguia e “provoca”
Filipe perguntando: “Onde vamos comprar comida para toda essa gente?”.
Nos outros evangelhos fica bem destacado que estavam no
deserto e já estava anoitecendo. Filipe responde: “com o dinheiro que temos
jamais conseguiremos comprar comida para toda essa gente” e então aparece André
com um rapaz que tinha cinco pães e dois peixinhos (imagina o tamanho dos
peixes para que a bíblia contenha a palavra no diminutivo – deveria ser como uns
lambaris).
Filipe foi testado por Jesus, afinal Ele sabia o que iria
acontecer, que obviamente não seria comprada a comida, e o discípulo vacilou na
sua atitude de fé porque confiou no óbvio: o valor que tinha e que não era
suficiente. Geralmente olho para grandes coisas que quero fazer ou que entendo
que devo fazer e não há dinheiro suficiente, tempo suficiente, ânimo
suficiente, pessoas suficientes para ajudar. Essa é a minha pequena visão sem
atitude de fé. Mas André apareceu com algo que somando possivelmente não dava o
valor monetário que tinha no caixinha dos discípulos, e apresentou isso não
como o que iria faltar, mas como o que tinha: André teve uma atitude de fé.
Os cinco pães e dois peixinhos eu André apresentou, mesmo
que inseguro sobre o que poderia ser feito daquilo para cinco mil pessoas
porque saciado da presença e dos ensinamentos de Jesus, caminhando com Ele,
juntou o que estava sobrando, e isso era a sua fé que proporcionou uma atitude:
a atitude de fé. Já Filipe parece ter desperdiçado os pedaços que sobrou das refeições
que o saciavam todos os dias.
No evangelho de Marcos a narrativa relata que Jesus olhou para
a multidão e teve compaixão porque pareciam ovelhas sem pastor. Compaixão foi o
que gerou em Jesus a vontade de alimentar aquelas pessoas para que elas
pudessem ficar ali com Ele um pouco mais e não precisassem dispersar para
comprar sua própria comida. Jesus não precisa ter atitude de fé porque Ele é o
autor da fé, mas Ele teve compaixão.
“Senhor Jesus, produz em mim a compaixão que gera a atitude
de fé que eu preciso para cainhar com você. Que quando eu estiver vazia e você
me saciar eu lembre da sai instrução, de juntar os pedaços que sobram para
alimentar aqueles que não tem nada, só para que eles permaneçam na sua
presença, seja no deserto ou onde for!”