domingo, 12 de outubro de 2014

Eis-me aqui, envia-me!

A finalidade da igreja é a glória de Deus, a prioridade da igreja é propagar o evangelho. Este foi o tema central da pregação do Pastor Ronaldo Lidório que hoje eu assisti pelo youtube. “O chamado é pessoal, irresistível e intransferível” é o título do vídeo que vem falar da importância de reconhecermos o nosso chamado. Vale a pena você assistir.
Pastor Lidório usa Romanos 15 e lá em RM 15:20-21 dia a Palavra:

E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio;
Antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, e os que não ouviram o entenderão.
 
Isso claramente já me havia sido dito pelo Pai, como um pai terreno aconselharia uma filha com sabedoria lá em Mateus 9:10-15, mais enfaticamente nesta parte (Mateus 9:11-13):

E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?
Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes.
Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu nào vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
Isso se resume ao que Lidório deixa muito claro: Precisamos atuar onde Cristo ainda não foi nomeado!

No mundo há 7 mil povos onde não há igreja forte, 2 mil povos jamais ouviram o nome Jesus em sua própria língua, há mais de 3 mil línguas e dialetos sem um versículo bíblico traduzido

Veja quais são os sete segmentos sócio-culturais no BRASIL  onde não há nenhuma presença missionária, de igreja evangélica forte, onde os povos ainda não conhecem Jesus Cristo como único salvador.

1º - Indígenas: 107 tribos inalcançadas
2º - Ribeirinhos: 10 mil comunidades inalcançadas
3º - Quilombolas: 2 mil comunidades inalcançadas
4º - Ciganos: Segundo IBGE são 1 milhão e 200 mil ciganos e desses, estatísticas indicam que mais de 700 mil ciganos nunca ouviram o evangelho em sua língua
5º - Sertanejos: 6 mil assentamentos sem a presença do evangelho
6º - Imigrantes: há no Brasil a presença de mais de 100 países, desses, 27 são fechados para o evangelho de Jesus
7º - Surdos: são cerca de 9 milhões de surdos no Brasil e apenas 0,1% se declara cristão

NAS CIDADES, SEGUNDO LIDÓRIO, VEJA QUE INTERESSANTE: HÁ 3 VEZES MENOS EVANGÉLICOS (crentes em Jesus) ENTRE OS MAIS RICOS DOS RICOS E OS MAIS POBRES DOS POBRES.

Há muito o que fazer, o tempo é curto, os dispostos são poucos.


“A seara do Senhor é grande, mas poucos são os trabalhadores” (Lucas 10)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Paz e amor sem Jesus não rola!

Quando eu era adolescente sonhava, do meu mundinho tão limitado, aqui no interior do Paraná, um dia colocar a mochila nas costas, rodar o Brasil, viver com o mínimo, ser livre. Ouvia falar do movimento hippie como algo despojado de todas as vaidades ou convenções sociais que eu pensava que fazia ideia do que fossem e que já me incomodavam, me deixavam desconfortável. O tempo foi passando, eu não coloquei a mochila nas costas e ao contrário, sempre finquei mais fundo as minhas raízes amargando por dentro a frustração de não ter conseguido me fazer hippie. Acontece que hippie não pode ser construído, ele simplesmente é. Quando alguém se monta como um a gente percebe de longe e é tão enfadonho quanto qualquer engravatado (nada contra engravatados, é só um modo de ir de um extremo ao outro).



No calçadão de Francisco Beltrão, onde moro ficam alguns hippies. Tem um casal que já está faz tempo por aqui e enfeita todos os dias o lugar com seus artesanatos e as brincadeiras da moça com a filhinha enquanto o marido sério faz os "trampos". Eles ficam um quarto alugado e pelo jeito gostaram daqui, mas não se sabe a partir de quando de repente, simplesmente não os veremos mais na cidade. Vez ou outra aparecem alguns outros modelos de hippies por ali e hoje eu vi nas proximidades uma Kombi bem bacana, que desconfiei ser de alguma turma paz e amor. Mais tarde vi no calçadão a turma que sem dúvida e não deu outra era a dona da caranga. 



Vestidos apropriadamente como hippies escondiam nos piercings, cabeleira e barba carinhas um pouco mais sofisticadas disfarçadas na sujeita das mãos e nos pés descalços, munidos de instrumentos de malabares que é moda entre essa galera livre dos conceitos sociais, dos padrões dos quais eles pensam que fogem. Cheguei perto dos trabalhos para ver, porque não sou hippie mas curto as pulseirinhas, colares, brincos, alargadores...aí logo de cara um deles, só de samba canção disse que me faria um agrado, um anel e que se amolecesse meu coração eu poderia dar uma contribuição ou comprar algum trampo deles. Me fez um anel na hora, de araminho, com o símbolo musical de harmonia inventando um significado misturando harmonia - amor - natureza - espalhar o bem e eu comprei um colar pra mim.


Ao sair agradeci e disse a eles que onde e como estivermos Jesus nos ama. O rapaz harmônico, com a voz meio irritada disse que o lance é amor próprio, que Jesus é apenas um nome. Eu disse a ele que Jesus é nosso consolo e salvação e ele me disse: salvação de que? E o seu coração endurecido finalizou o papo dizendo que a maldade está no nosso coração. Agradeci mais uma vez e falei que Jesus limpa nosso coração e saí. 



O que nos impede de aceitar o amor de Jesus se ele morreu para nos libertar? É que a liberdade em Jesus nos exige responsabilidade, compromisso. A liberdade de Jesus e o amor dele nos impulsiona a buscarmos a condição de ajudadores e não de ajudados. É que Jesus nos tira da conformidade, da vitimização e da carência. Só que é mais fácil ser carente porque aí você tem desculpa para chorar, para reclamar, para encher o saco de todo mundo pedindo contribuições. Aceitar Jesus é um ato de coragem porque é preciso renunciar, é preciso aceitar que você já não é mais seu "dono", que você agora precisa se mexer na vida.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conversão: ser metamorfose ambulante

CONVERSÃO: mudança de direção, mudança de caminho – transformação – quando uma coisa passa a ser outra:
EU PREFIRO SER ESSA METAMORFOSE AMBULANTE DO QUE TER AQUELA VELHA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO – O QUE NÓS JOVENS QUEREMOS EXPRESSAR COM ISSO?
v LIBERDADE?
v REBELDIA?
v OUSADIA?
Muitas vezes nós somos enganados lá fora – fora da Palavra, fora do compromisso – e levados a mudar nossas opiniões para sermos saciados com a publicidade, com o consumo desenfreado. Quando você pensa na moda que veste você lembre que ela não é feita para você, mas você é que moldado e induzido. Dizem que você tem liberdade para cercar você...
No caminho com Jesus você tem liberdade: O Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor há liberdade – 2Coríntios 3: 17
No caminho com Jesus você entende que rebeldia não rende fruto algum e que a obediência é nobre, tanto quando servir. Porque o primeiro a rebelar-se foi Satanás: por isso um eterno perdedor. E sobre rebeldia, vem um ponto de vista bem interessante: Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não o faz, comete pecado. Tiago 4:17
No caminho com Jesus você é incentivado a ousar, a ser “metido”, a tomar a frente. Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. 2 Timóteo 1:7
Mas eu quero dizer que eu concordo com o fato de sermos essa metamorfose ambulante porque precisamos aprender a nos transformar e a conversão, o fato de você se converter é o fruto de uma liberdade grandiosa e de uma ousadia invejável. Quando você abre sua mente pro evangelho você verdadeiramente deixa de ser careta. Seja livre! Ouse! E entenda de uma vez por todas que a melhor atitude que você pode ter é aprender a obedecer, ouvir, compreender.
Agora, você que não é convertido, ou que é meia boca ou que é e quer ser uma mãozinha que conduz irmãos e irmãs para Jesus.... converter-se a que???
A um Deus Pai criador dos Céus, da Terra e de tudo o que existe, a um Deus que perdoou os pecados da humanidade e se reduziu a condição de ser humano ao enviar Jesus como seu Filho único que resgatou na cruz o amor e o relacionamento conosco, a um Deus que está aqui, ali, em todo lugar no Espírito Santo que move as coisas, que nos toca, que nos cerca de misericórdia, compaixão, perdão. Um Espírito Santo que nos arrepia, que nos dá visões. Quantos aqui estão cheios do espírito santo e nem se dão conta??? Assim como Pedro viu o Espírito Santo tocar naqueles que não acreditavam os convertendo. 

Atos 10:44-48:
E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.
Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?
E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.

FÉ: Agora, acreditar em tudo isso só pode ser pela FÉ. A fé é uma questão muito pessoal. Em Hebreus 11 a palavra diz que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. No mundo nós confundimos nossa fé, buscamos sempre aquilo que nos é somente agradável, aquilo que aprova o nosso pecado e pensamos que o sobrenatural é coincidência. Com Deus não tem coincidência, não tem sorte de amuletos. O que existe São os propósitos de Deus, o que ele sabia e sabe desde sempre, o que acontece na sua vida está escrito por Deus antes que você nascer.
Quando o espírito santo começou a falar comigo sobre o que está acontecendo hoje aqui, primeiro era para gravar um vídeo...até gravei, mas não foi bem aquilo que era pra ser...e no domingo, dia 24 veio a mensagem clara de fazer esse culto. No primeiro momento eu questionei a minha capacidade de fazer isso. Sou nova convertida, ainda crua na Palavra, mas aqui dentro pulsa um chamado de missão, de evangelização, de amor. ÊXODO 3: Quando Moisés que foi criado na corte do Egito, mas educado na fé por seus pais aos 40 anos se indignou com um feitor egípcio que estava batendo em um escravo hebreu; e ele matou o egípcio e o enterrou na areia então teve medo de ser perseguido e fugiu para o deserto de Midiã e lá casou com uma filha de Jetro, donos de rebanhos..e Moisés cuidava desses rebanhos...Um dia ele viu um espinheiro em chamas e foi chegando mais perto para ver o que era...porque o fogo era alto mas planta não se consumia e foi quando o anjo do Senhor falou com ele: chamou: Moisés! Moisés! E Moisés respondeu...e naquele momento ele foi o escolhido de Deus para ir falar com o Faraó – o rei do Egito e falasse que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó ordenava que os filhos de Israel fossem libertos da escravidão.
MOISÉS DIZ: MAS QUEM SOU EU PARA IR FALAR COM O FARAÓ? DEUS RESPONDE QUE ESTARÁ COM ELE EM TODOS OS MOMENTOS...QUE ELE VÁ EM SEU NOME E MOISÉS INSITE: MAS QUEM EU DIREI QUE ME ENVIOU? DEUS DIZ: DIGA QUE O EU SOU TE ENVIOU. E AÍ MOISÉS DIZ: MAS NÃO ACREDITARÃO EM MIM. DEUS TRANSFORMOU VARA NA MÃO DE MOISÉS EM SERPENTE NO CHÃO E GARANTIU QUE COMPROVARIA TER ENVIADO MOISÉS, MAS QUE ENDURECERIA O CORAÇÃO DO FARAÓ PARA QUE ELE NÃO LIBERTASSE O ESCRAVOS E ENTÃO DEUS MOSTRASSE AS MARAVILHAS DELE NAQUELE LUGAR. AINDA ASSIM MOISÉS DISSE: MAS EU NÃO FALO BEM SENHOR...POR ISSO ARÃO, O LEVITA FOI ENVIADO COM ELE...MOISÉS FOI UM SOLDADO DE DEUS E LIBERTOU O POVO DA ESCRAVIDÃO E COMPROVOU DE TUDO QUANTO FOI FORMA A GLÓRIA DE DEUS. QUANTOS DE NÓS ARRUMAMOS DESCULPAS PARA EVITAR NOSSO CHAMADO?
Nos primeiros dias da minha conversão Deus não deixou dúvida, falando comigo através da Palavra em Ageu e Zacarias ao apresentar-me Zorobabel, um líder de Israel que trouxe de volta o povo libertado da Babilônia e que foi o escolhido por Deus para reconstruir o templo e colocar a pedra angular que na bíblia é Cristo. Portanto eu venho convidar você pra ser Zorobabel como quero eu ser na condução de Deus: reconstruir o templo que é cada um de nós.

FALEI AQUI DE MOISÉS E ZOROBABEL: DOIS PERSONAGENS LIGADOS A LIBERTAÇÃO DO POVO. E EU, HOJE ATRAVÉS DO MEU TESTEMUNHO, DA MINHA CONVERSÃO E DA MINHA BUSCA POR VIVER O EVANGELHO QUERIA UNICAMENTE DIZER: LEVANTA E ANDA! ABANDONE A SUA PRISÃO, A SUA ESCRAVIDÃO E TENHA A CERTEZA DE QUE NÃO ESTÁ SOZINHO. PARE DE TENTAR RESOLVER SEUS PROBLEMAS COM O EMBRUTECIMENTO HUMANO: DOBRE O SEU JOELHO, PEÇA A DEUS QUE O ENSINE A ORAR SE NÃO SABE AINDA E ACEITE SEM MEDO DO QUE OS OUTROS VÃO PENSAR, QUE JESUS É O CMAINHO, A VERDADE E A VIDA E SÓ POR MEIO DELE É POSSÍVEL CHEGAR AO PAI.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Reconstrua seu templo, Deus autoriza você

De maneira que não discernia o povo as vozes de júbilo de alegria das vozes do choro do povo; porque o povo jubilava com tão altas vozes, que o som se ouvia de muito longe. Esdras 3:13

Imagine que você vive em uma casa. Uma casa em uma cidade. Acontece um conflito e a sua cidade e a sua casa e todas as outras casas são destruídas e você e sua família, amigos, conhecidos são levados presos para um outro lugar e lá são escravizados. Mas passado o tempo conseguem ser libertados e voltam para sua cidade. Mas lá nada mais do que você deixou existe mais. Outras pessoas passaram a morar lá, mas você sabe que precisa reconstruir, afinal você cresceu lá, você tinha sua vida naquele lugar. Ao tentar reerguer as obras aquele que passaram a morar ali não aceitavam que tudo fosse refeito. Tentam impedir lutando, tentando impedir propondo falsamente se aliar com você e com quem está com você e tentam até através de lei embargar as obras. E os idosos desse lugar que chegaram a viver naquele primeiro local antes da destruição também parecem não aceitar muito bem uma nova casa.
Com tanta dificuldade, mesmo sentindo que é o que você deve fazer, você continua até  o fim ou desiste?
O livro de Esdras, no Antigo Testamento contém para mim um significado enorme do que eu tenho ouvido do Espírito Santo desde que me converti. Nele está a reconstrução do templo depois da libertação do povo do exílio na Babilônia. Nabucodonossor, que era rei destruiu Jerusalém e o templo, tirando dele inclusive todo ouro e prata e utensílios de muito valor. Com a queda dele e o reinado de Ciro veio a ordem para a reconstrução do templo. Essa obra custou muito aos que a edificaram porque muitos do que passaram a viver em Jerusalém não aceitavam.
Ao serem colocados os alicerces para a construção os sacerdotes e levitas (os músicos) comemoraram, cantavam, gritavam...mas havia os sacerdotes e os mais velhos que tinham visto o primeiro templo ainda em pé que choravam e lamentavam a reconstrução.

Vejo muito que a reconstrução do templo, que a restauração dos muros da cidade tem a ver com o nosso dia a dia. Nos afastamos muitas vezes do nosso lugar (Deus) e nos tornamos escravos (do mundo) e quando decidimos voltar parece difícil refazer tudo. Essas pessoas que tentaram impedir as obras, os mais antigos que não queriam ver um novo templo são as consequências de termos nos afastado do nosso lugar, como a humanidade se afasta de Deus e se enche de culpa, vive remoendo o passado. Zorobabel e Josué poderiam ter deixado os “do contra” os fazer parar e desistir, mas enfrentaram e reconstruíram o templo e foram assim exaltados por Deus. Na nossa vida precisamos reconstruir o nosso templo, que é o nosso espírito onde habita o amor de Deus e para isso precisamos iniciar um novo tempo, e não dar ouvidos para aquilo que nos manda parar ou aquilo que não nos quer novos, que quer manter o que é velho.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Armandinho, o problema com álcool e a doença da sociedade virtual


Muitas coisas passam na frente da gente ao subir e descer a barrinha de rolagem na linha do tempo do Facebook, que confesso: faz tempo, têm mais me enchido o saco do que me alimentado de informação e me faz pensar numa vida exclusivamente fora dele. Parece que as redes sociais fizeram o papel de um abrir dos portões de onde os animais de instinto mais primitivo estavam se debatendo, presos, imóveis e de repente saíram feito loucos. Esses animais de instinto selvagem e predador somos nós tão pacificados pela hipocrisia da sociedade, pela religiosidade que veio desde a infância. Fomos domesticados pelos bons costumes que sempre nos garantiram não sermos excluídos, rejeitados. Vivemos – os da minha geração e de outras passadas (as novas gerações, como do meu filho já estão vindo diferentes) – mas crescemos engaiolando nossos sentimentos e pensamentos. Nunca aprendemos a sinceridade. Não é culpa de ninguém especificamente: nem sua pai, nem sua mãe, nem sua vô, nem sua vó. Acontece que a vida real em sociedade nos exigiu sempre mentir sobre o presente que ganhamos e não gostamos, jamais aprendemos como expressar a nossa opinião verdadeira. E agora que estamos sozinhos em frente as telas de computadores e aparelhos móveis sem ninguém nos olhando nos olhos nos sentimos livres para vomitar toda nossa fúria escondida. Não sabemos nem falar o que pensamos verdadeiramente e nem sabemos receber a verdade dos outros. Viver em sociedade estando isolados permite que sejamos aquele ser repugnante que escondemos ser.
Eu senti de escrever sobre isso porque hoje me deparei com um depoimento do Armandinho, cantor de um reggaezinho maneiro feito no Rio Grande do Sul que ganhou praias do Brasil inteiro e despertou sentimentos em quem acordou querendo ver o mar mas mora bem no meio de uma selva de pedra. Ele disse que voltou a beber e que reconhece que o álcool o deixa agressivo e faz muito mal a ele. Num dos sites que repercutiu a publicação dele nas redes sociais vi comentários que me deixaram apavorada. Mas um deles, identificado como “anônimo” resume um pouco do que eu senti ao ler os comentários:

“Pobre, triste, curta e embrutecida”, era mais ou menos assim que o Thomas Hobbes via a humanidade. Pelos comentários acima, vejo que ele tinha razão…

Muitos comentaram sobre possível vício dele ir além do álcool, outros sobre a “babaquice” ou sobre ele ser um “bebê chorão” e outros ainda desclassificando a música como um trabalho, porque ele disse, desabafando, que a vida de artista é dura para ele.

Eu já tive problemas sérios com álcool e drogas. Nunca fiz um apelo por ajuda sequer para Deus porque eu nem conseguia ver que estava com problema. Não sou nada perto de ser artista, mas sou um ser humano como o Armandinho, como o Chorão do Charlie Brown Junior que morreu por overdose de cocaína depois de encantar a juventude com músicas de amor e de elevação da autoestima do moleque pobre, skatista, de subúrbio mesmo, como o parceiro dele de banda e grande amigo, o Champignon que se matou ou como o Robin Willians – eterno Patch Adans que após anos enfrentando vício em cocaína e depressão resolveu apertar o cinto, só que no pescoço dele. A vida é dura. A vida é muito dura sem Deus. E eles não pediram ajuda a tempo. Ore pelo Armandinho!

Estar aí no mundo que não é nosso, convencidos e sendo induzidos a amar as coisas dele –o mundo – não é fácil. Dói ser gente sem o amor de Cristo. Dói não enxergar o sangue que pingou da cruz. Quando Jesus veio foi porque Deus queria se aproximar novamente da humanidade após um período de violência e atrocidades. Mas a religiosidade ajudou a manter afastado de Deus muito pecador por aí que já poderia ter se arrependido, renunciado o prazer do mundo mas ficou excluído da graça por que humanos se acham mais humanos. Vejo gente com sede de Deus. Vejo gente tentando matar essa sede num gole só de álcool e drogas, de uma noite de intensidades e um dia seguinte de uma depressão tão profunda como eu vivia, muitas vezes dia após dia e que faz de conta e até acredita que está tudo bem. Pessoas que não conseguem mais sorrir ou suportar as coisas se não for pela expectativa de que a noite vai chegar e abrem-se as portas de um submundo, um mundo particular sem chatices, sem alguém apontando você porque aí, naquelas horas são todos iguais, estão todos na mesma, estão em casa. Só que aquelas horas acabam e até que recomecem tem um dia inteiro de inferno. Conviver com a embriaguez de tudo é conviver também com a abstinência, com o fim do prazer, coma fissura que faz as pessoas depois, sóbrias, se envergonharem do que são capazes de fazer a si mesmas.

Julgar dependentes de álcool e drogas –seja qual for, inclusive cigarro – é não saber nada da vida. Especialmente cristãos e cristãs devem ter mãos e corações estendidos a estas pessoas – eu já fui uma delas.

Você que julga, você não sabe nada! Precisamos espalhar a mensagem do evangelho, do amor, do temor (sim, precisamos temer Deus mesmo que Ele nos perdoe e nos ame em sua infinita misericórdia), precisamos falar que a salvação é real e é a maiooooor viagem, é a melhor embriaguez!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

É preciso diminuir para que Ele cresça, é preciso amadurecer na relação

Um dia, insegura sobre ter um chamado ou não, com poucos dias de conversão eu questionei Deus sobre ele querer usar minha vida ou não. Queria, na minha infinita infantilidade que Deus falasse comigo, que me dissesse um sim ou um não sobre minha utilidade. A verdade é que mal me curei, mal esperei ser tratada e já queria participar das obras e quando Deus puxou o freio para me dizer que eu precisava deixar ele cuidar de mim eu achei ruim. Pensei que poderia eu não servir para nada no reino Dele. Aí pedi, e até já contei sobre isso aqui no blog...Ele me respondeu. Me deu duas leituras sobre a reconstrução do templo dada como missão a Zorobabel (Ageu 2:21 – 23 / Zacarias 4: 1- 14). Entendi que cabe a mim, com as habilidades que tenho ajudar a reconstruir o templo que cada um de nós é. Quanto estamos sendo de templo para Deus? Quanto estamos servindo como morada, como abrigo para a mensagem do evangelho? Estamos em condições de ser habitados pelo Espírito Santo ou nossas portas se fecharam, ou destruímos tudo? Será que nos rendemos às dificuldades, aos embargos que são feitos para a obra do nosso Pai?
O tempo vai passando e as vezes o primeiro amor vai esfriando, vai virando segundo, terceiro...a gente ganha uma autoconfiança humana muito grande e acaba esquecendo do quanto sobrenatural é nossa intimidade com Deus e o quanto precisamos estar atentos para as experiências que o Espírito Santo quer nos proporcionar. A gente se envolve demais com o que esperamos das pessoas, com aquilo que tentamos forçar ser, com o que queremos, com o que pensávamos que ia ser. Lendo Êxodo 3 eu me dei conta que todos nós passamos por uma fase meio Moisés. Quando Deus fala com Moisés dizendo que o enviaria ao rei do Egito para pedir que o povo de Israel fosse libertado da vida de escravidão e Moisés pergunta: “Quem sou eu para falar com o Faraó? O que direi quando me perguntarem quem me enviou? Eles não acreditarão que é o Senhor! Eu não sei falar bem, não tenho eloquência...”. Por que insistimos em desacreditar das promessas de Deus é que vivemos uma fé frustrada, porque colocamos nossas limitações como muros impedindo que Deus se aproxime mais, que tenha conosco aquilo que ele mais quer...um relacionamento.
Precisamos deixar de ser crianças na fé, precisamos todos os dias nos esforçar para amadurecer. Uma pregação bastante interessante e inquietante da pastora Priscila Seixas traz a seguinte, de Hebreus 5:12-14
De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido!
Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça.
Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.
Como diz ela lembrando que toda criança tem uma “barda”, um “dengo”: é a chupeta ou o paninho que a mãe dá para acalmar a criança que chora. Precisamos largar os paninhos e chupetas...resolver nossos problemas, crer que a vontade de Deus deve operar sobre tudo e que nós apenas somos usados e como ele quiser. Não podemos escolher um ministério, um dom...Se quiser Deus muda nossas habilidades e nos capacita como bem entender como capacitou Moisés.

Eu não quero mais o leite. Quero ter a confiança do Pai. Busco em oração a sabedoria que vem Dele.


Ação em prol do Projeto Bethesda - Missão Haiti - Francisco Beltrão

No mês de junho participei do lançamento do Projeto Bethesda – Missão Haiti – Francisco Beltrão. Esta iniciativa de empresários e igrejas evangélicas da cidade tem como objetivo maior arrecadar fundos para construção de uma Casa Lar (um abrigo) no Haiti. Ações como uma palestra sobre Motivação e Trabalho em Equipe com Ione Cortese no próximo dia 03/09 e um grande evento musical no dia 8 de novembro, com Chris Durán, Filhos do Homem e valores regionais são de grande importância para o sucesso do projeto.
No Haiti seres humanos vivem situação desoladora onde a fome e a destruição são permanentes fatores. Através de trabalhos, de missões e de muito empenho e amor é possível amenizar o sofrimento e levar o alento de que em Jesus temos o caminho, a verdade e a vida.

A palestra com Ione Cortese tem ingresso as R$ 15 e meia a R$ 7,50 para estudantes, pessoas acima de 60 anos e portadores de necessidades especiais. O recurso será revertido para o Projeto Bethesda.